Após dois meses da leitura do livro “O Abismo Inconveniente do Homem em Si Mesmo – Diálogos entre arte e ciência” – título complexo e profundo, porém texto simples, acessível e enriquecedor – ainda estou degustando o “aprendizado” e com isso amadurecendo (vendo, entendendo e me transformando) por meio de um processo que se assemelha a uma das máximas socráticas: “conhece-te a ti mesmo”; longe de querer parecer presunçosa ou soberba com esta analogia.

Minha intenção é apenas a de relatar a quem interesse, o impacto positivo desta leitura em nosso autoconhecimento e em nossa convivência com as pessoas.

Essa obra foi a retirada da venda dos meus olhos; ou como o Mito da Caverna de Platão (abusando novamente dos gregos, vou parar…). Foi como se a realidade se tornasse tão clara e óbvia; a percepção se tornasse tão sensível; que não tinha como eu contra argumentar minha própria ignorância de quem eu pensava ser.

O autoconhecimento não se trata de uma autoafirmação, mas de uma descoberta; um remédio amargo que cura; e, com certeza, o primeiro passo para a transformação consciente do nosso ser e do nosso mundo. Claro que se assim desejarmos.

A leitura do livro trouxe como benefícios a mim, o aceleramento do meu processo terapêutico e, consequentemente, a redução do número de sessões (risos); e as sessões de terapia me deram um grande amigo que nunca será esquecido. Ao meu terapeuta (autor do livro), creio que a consequência do auxílio da leitura de sua obra, em meu autoconhecimento em particular, certamente, foi uma das suas satisfações profissional e pessoal. Isso significa que, o Reginaldo do Carmo Aguiar, além de bom escritor, foi muito bem sucedido no cumprimento das tarefas de me resgatar e me reconstruir (Valeu o empenho!); de me fazer perceber que seres “humanos” existem (Ele é um deles!); e me convencer que ser feliz é possível e, até certo ponto, “simples” (Desde que haja o autoconhecimento e a vontade!).

Explicitamente, estou longe da intenção de supervalorizar a obra, que considero de cabeceira, em detrimento do papel essencial do terapeuta. Pelo contrário, eu enalteço este profissional, pois sou ciente da atuação imprescindível e necessária ao nosso processo de autoconhecimento. É o trabalho do psicólogo na construção do vínculo e da confiança com o “paciente” (que não é passivo nesse processo) que valida e consolida o autoconhecimento; e não somente o acesso ao conhecimento que o autor compartilha com todos. No meu caso, apenas acelerou o processo. Assim, saliento que a leitura do livro não se trata de um ‘”curso rápido” de Psicologia ou um longo texto de autoajuda, mas de uma ferramenta bem elaborada e muito útil.

Quanto ao autor- que não consigo deixar de mencionar, pois estou deixando minha impressão de sua obra – concluo que o terapeuta “certo” é o ANJO que acolhe, compreende e renova nosso olhar para o mundo; que auxilia o equilíbrio entre razão e emoção respeitando o tempo e a história de cada indivíduo (único); que nos leva a perceber nossa distorção da realidade (nossos excessos e nossas fraquezas); que nos ressuscita e nos fortalece; e o mais importante: que medeia tanto o nosso aumento de visão diante de tantas descobertas, como a transformação do padrão de comportamento (a readaptação). E Reginaldo tem uma vírgula a mais: é um artista sensível.

Enfim, confesso que para mim, em muitos momentos, a leitura foi mais indigesta que prazerosa. Ainda assim, não deixei de saborear cada pimentinha picante que ardia a alma, mas que fortalecia e aprimorava meu paladar (autoconhecimento). Acreditem: é muito saudável! Indico essa obra a TODOS que queiram se descobrir, se conhecer e viver uma vida mais leve.

Uma companheira de viagem.

Renata Fernandes

21/08/2014

Fonte:  http://www.comportamentosaudavel.com.br/uncategorized/uma-querida-companheira-de-viagem-e-voraz-leitora-me-fez-um-depoimento-sobre-o-livro-e-o-processo-de-terapia